O que mais desejei naquele momento é que todas suas palavras tivessem sido verdadeiras. Eu sei que realmente pode ser verdade cada vírgula e cada ponto mencionado. Mas por que mesmo eu não consigo acreditar? Pode culpar meus últimos relacionamentos, vai ver é isso mesmo. O fato é que não importa o que diga, sempre aparecem uns barulhinhos, uns ruídos no meu ouvido dizendo para eu tomar cuidado com suas palavras. E eu insisto em querer acreditar nos meus ruídos e não em você. Pode me chamar de teimosa, eu não ligo; nasci assim e serei até o fim. Aceite isso, ou não. E depois de meias palavras sem sentido, você me pede para deixar passar o que aconteceu naquela noite. Peça-me pra esquecer o que comi ontem no almoço, diga que eu vou esquecer que marquei uma consulta ao dentista no mês que vem, mas, por favor, não me peça para esquecer o que passei e senti naquele momento. É pedir muito da minha capacidade, e está longe de eu ter tanto sangue frio assim. Acredito que eu possa estar fazendo um pouco de drama, eu assumo. Mas o que fazer se o meu lado platônico falou mais alto dessa vez e já criou nossa história de amor? Se já vi nós dois de mãos dadas passeando pelo shopping, já inventei uma cena de ciúmes sua, nossa primeira briga já está toda escrita, detalhe por detalhe. E nessa onda de criar a nossa história, acabei esquecendo que antes de qualquer coisa acontecer, antes da minha história acontecer, nós tínhamos que viver o momento. E fui com tanta sede ao pote que não te perguntei se você queria fazer parte da minha história, minha fantasia. Você topa? É eu sei, que independente do que for responder, eu não vou acreditar. Mas criei uma história de amor, posso criar uma resposta também. Então, topa?

sempre te curtindo!
ResponderExcluirLi e reli muitas vezes, só posso dizer que nunca deixes de escrever ...
ResponderExcluir