31 de julho de 2011

Por que você?



'' ... agora você quer sair comigo? É estranho, eu sei. Mas eu também queria sair. E sai. A primeira hora foi horrivel, para os dois, confesse. Os dois ficaram um do lado do outro dentro do carro, sem saber o que falar, sem saber o que fazer, sem saber o que porquê estar ali. Mas estavamos, e depois de muita enrolação, nos beijamos. E rimos. Por que da risada? Não faço ideia, mas rimos. E apartir dai que tudo começou, não, começou antes, do dia que te conheci. Mas acho que só nesse momento conseguir dar atenção que precisava. Ou que merecia. Passamos a noite toda juntos, e quando vi estava deitada, com metade do meu corpo apoiada sobre o seu, envolta de seus braços que eram como escudo para mim sobre qualquer coisa que pudesse acontecer. Fiquei por minutos te obsevando dormir, e pensei em tudo que tava me acontecendo, não cheguei em conclusão nenhuma. Mas eu tava adorando. E não queria por nada que aquele fim de tarde de domingo chuvoso terminasse. Mas terminou,a chuva, o domingo, os abraços, os beijos. Mas minha vontade de estar com você, essa não terminou. ''


-trecho do texto, '' Por que você? ''

26 de julho de 2011

as palavras





Meu problema é saber usar as palavras. Pronto, falei. Ok, vou ser um pouco mais especifica, ou tentar. Não sei convencer uma pessoa de que esta peça de roupa vale mais a pena do que da concorência,não faço ideia como explicar como era o filha da puta que roubou minha bolsa, não sei expressar o que sinto por ele; só sei que sinto, eu não sei contar com detalhes tudo que me aconteceu; muito menos sei fazer textos. Mas mesmo assim, os faço. Me deixa quieta no meu quarto escuro por uma hora, crio textos, situações, sentimentos, o que você quiser. Mas por favor, não me peça pra te falar sobre o que pensei. Não sei usar as palavras. Por que me parece tão dificil fazer isto? Não sei como explicar, mas é algo que acontece comigo que me deixa travada para fazer-lo. Viu só, nem explicar. E por não saber usar as palavras, não consigo demonstrar e muito menos falar o que sinto quando ELE chega perto de mim. Meu coração dispara, eu fico com o corpo quente; em chamas, com as extremidades congeladas, um verdadeiro petit gateau. Só pelo fato de vê-lo a kilometros de mim. E a cada passo que dá que diminiu a distância entre nós dois, meu mundo ao redor fica como em um filme em slow motion. Soa meio brega, eu sei. Mas é o que acontece comigo, e ainda não consigo evitar. Falar olhando nos olhos se tornou uma tarefa cada vez mais dificil, não sei se é porque cada dia, cada hora e minuto que passa me sinto mais boba e apaixonada, ou se tenho algum tipo de estrabismo pelas pessoas. Alias as pessoas não, a ele. Minha conversa se resume em poucos verbos, poucos argumentos. Mas até que eu falo sim, são mais ruidos do que palavras, '' aham'', ''hmm'', ''ah'' ; mas não deixa de ser uma conversa. Engraçado sentir tudo isso, passar por essa adrenalina toda; com ele. Por que logo ele? Que por tanto tempo passou na minha vida e não me afetou nunca em nada, e agora tem o poder de mexer com todos os meus sentidos. Bom, se não consigo nem expressar o que sinto em palavras, vou muito menos conseguir explicar o porquê dessa questão também, mesmo até, porque nem eu sei. Agora o que sei é que, as palavras não gostam de mim, como eu as gostos. Mas continuo tentando conquistar-las para quem sabe poder explicar o que exatamente passa no meu coração e na minha mente. Quer dizer, pensando bem, tudo que passa na minha mente, as vezes é melhor ficar na mente mesmo. Ah, quer saber? Vou manter essa minha relação com as palavras. Eu as enfrento, mas não os conquisto. E assim vou levando, eu acho. Sei lá, não sei usar as palavras.

25 de julho de 2011

O que for preciso,caso exista.



Você me avisou, ou tentou. O que acontecia com a gente não era mais um caso de amor, era apenas dois corpos querendo matar a vontade insaciável de estar com alguém, naquela noite, naquele momento. Você fez questão de me falar que não poderia rolar nada entre a gente, e eu com o meu jeito orgulhoso de ser te rebati com a frase‘ eu sei me cuidar, relaxa’. É, acho que eu não sei me cuidar. Não, eu tenho certeza, não sei me cuidar! Quando vi, estava novamente, dentro daquele quarto, numa cama com lençóis disfarçando o seu jeito desastroso de arrumar a cama. Mais uma noite que eu nunca vou tirar da minha mente, droga! Porque estupidez fui falar que sabia me cuidar? É mentira! Eu quero você, não só como amigo, porque era o que você classificava a nossa relação, ‘ amigos, com uma intimidade a mais’. E o meu ciúme ao te ver conversando com aquela garota no final da balada, ou aquela mensagem que você recebeu logo de manhã e não quis me falar o que era?  Desculpe-me, eu não sei separar as coisas, na verdade eu nunca quis separar. Amigos são amigos, ok. Nós somos o tipo de pessoas que não tem classificação, é isso! Agora eu entendi nosso caso não tem classificação, não existe em nenhum livro, nenhum dicionário, simplesmente não existe! E acho que foi isso que você tentou me explicar no começo, e eu não enxerguei, não quis enxergar. Você continua com a ideia de sermos amigos, e vem conversar assuntos comigo na qual eu não tenho interesse de saber. ‘Nós’ é o assunto na qual eu quero discutir. Mas nesse caso a palavra ‘nós’ não está incluída no seu dicionário. Tudo bem, com tempo eu tento mostrar que um dia você vai querer inclui-la em seu dicionário, ou não. O caso é que agora eu me controlo com a saudade e a grande vontade de conversar contigo, assuntos que eu não tinha interesse de saber, mas que eram esses assuntos desinteressantes que me mantinham perto de ti.  E ai, será que me aceita como tua amiga, tomar um café no final da tarde? Prometo ser só tua amiga, e mais nada. Nada que não possa existir.